Comportamento

Bolha de inquietude

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Você está em uma bolha de  inquietude e vive cobrando de mim uma paz, um bem-estar. Mas, me diz qual o motivo? Se não consegue se equilibrar sozinho, por que tem vir me cutucar e querer que eu fique tranquila ouvindo palavras tortuosas, e sem sentido? 

Eu sou fraca para falar com você. O tom de voz, o olhar, o seu cheiro, tudo isso tira as coisas do lugar. Pior é que a gente tem essa amizade. Mas ela é boa e ruim. Meio tóxica na verdade. Porque de certa forma eu consigo ver que por traz dessa voz seca, há um alguém que não quer meu bem. Existe um interesse em me ter por perto, tirar proveito do que posso proporcionar. Eu não me conformo, porque seu jeito parece como uma cobra, que vai seduzindo, e fazendo a vítima esquecer do seu veneno fatal. Me parece que sua amizade é fatal. Para mim e para meu coração que com certeza uma hora vai se quebrar em mil e um pedacinhos. 

Você não me engana mais. Posso abaixar a cabeça e dizer “tudo bem”. Porém um dia eu não vou estar do seu lado. Paciência e gentileza tem um limite. A minha ainda continua intacta, agora a sua já venceu, há um ano, quando a gente sequer morava junto, quando podia me ver uma vez por semana, quando chegava na minha casa alguns mimos cobertos de chocolates e mensagens fofas. Não se engane, logo eu que não serei a mesma, Na verdade acho que já mudei bastante durante estes dias contigo. Só não quero me tornar alguém como você. Não mesmo. 

A vida é cheia de ciclos… 

 

Comportamento

Vou abrir o jogo

Vou abrir o jogo, não está fácil. Não digo no sentido de estar insatisfeita, sabe? Mas assim, por mais que eu me esforce, parece que não chego tão perto do meu sonho. Eu sei, você vai dizer “por que sonhar, se pode ir e realizar, fazer acontecer?”. 

Bem, fiz a mesma pergunta a mim mesma. Me questionei até que ponto vale a pena lutar pelo o  que quer, sendo que o eu quero é uma coisa tão distante. Fora que não depende de mim para esse sonho realizar. Eu preciso de pessoas, contatos, indicações e fidelidade. Aí que as coisas complicam. Quando é que alguém não puxa a sardinha para o seu lado e mede apenas seus interesses pessoais? Quando é que alguém se dedica a fazer determinado trabalho, sem pensar apenas no seu lucro? 

Amor pelo o que faz, e respeito pelo  o espaço do próximo não existe em abundância. E isso interfere não somente no meu sonho, quanto nos sonhos de muitos que vivem neste mundo de forma sentimental, que acreditam em uma energia positiva que pode mover as coisas, que acreditam no amor, ingenuidade e pureza. Precisa-se por em  prática os valores que se aprende na escola, que se aprende em casa. Ter coração aberto, bondade na alma e mente aberta. 

Não é fácil , não é. Impossível? Jamais. O poder de mudar, de transformar, e acreditar está em nossas mãos. Então por mais que eu me veja neste conflito interno, lá no fundinho da alma eu sei que estou fazendo a coisa certa. Minha parte eu estou fazendo. E se parar para pensar, isso é o que importa. 

Entrevistas

Entrevista com Mariana Menezes

Mariana Menezes, mais conhecida como Mari, mora em São Leopoldo e possui um blog chamado Letras na Gaveta. Estudante de Publicidade e Propaganda, ela não dá mole não. Tem 20 anos e trata com muita delicadeza e sensibilidade assuntos relacionados a organização, intercâmbio, crescimento pessoal, lifestyle. Já conhece o canal dela? Confira o último vídeo que ela postou! Achei mega importante para gente que vive na correria e fica perdido na hora de montar um cronograma legal para o dia render… 

 

Vi esse vídeo e outros de intercâmbio, AMEI e chamei ela para vir aqui no IDF fazer uma entrevista. Vamos para a primeira pergunta?  

1- Mari é um prazer ter você aqui. Como primeira pergunta, gostaria que você contasse para gente o porquê do seu blog se chamar Letras na Gaveta. Qual o motivo?

Mari:  Muito obrigada! Eu que agradeço por ter me convidado para esta entrevista, fico muito feliz <3 Então, eu sempre gostei muito de escrever e estava pensando em um nome pro blog que combinasse comigo, já que inicialmente ele era só de textos. Na época, eu acompanhava um blog chamado Borboletas na Carteira, que eu gostava muito. Em cima desse nome, comecei a pensar quais eram as minhas “borboletas”, e aí pensei nos textos que escrevia e guardava na gaveta do meu criado-mudo e na minha escrivaninha. Aí me veio a ideia Letras na Gaveta!

2- Você já tem várias experiências com blogs, né? Por que você quis continuar trabalhando nesta área? Teve algo que te motivou, inspirou, para continuar seguindo? 

Mari: Sim, tenho blogs desde os 10 anos de idade. Eu sempre gostei muito de mexer no computador, desde criança, então foi algo que naturalmente cresceu comigo. A internet e os blogs mudaram muito desde aquela época, e eu acompanhei essa mudança. Eu sempre quis mostrar algo pro mundo, algo que eu soubesse fazer, e eu percebi que poderia fazer isso através do meu blog. Sempre ficava muito feliz quando recebia um novo comentário falando sobre os meus textos, então isso me motivava cada vez mais. Foi algo bem natural, nunca pensei em trabalhar com isso, até porque na época nem se falava sobre isso, heheh.

3- E quanto ao canal? Como você consegue se organizar para postar tudo certinho? Porque tem um cronograma né? Mas na prática, para por a mão na massa, é meio tenso hehehe 

Mari: Pois é, uma época eu era bem desorganizada com o canal, pois não me dedicava tempo suficiente pra isso. Eu não levava muito a sério, postava vídeos como hobbie mesmo. Depois, quando decidi que ia me comprometer de verdade, passei a me organizar. Desde que voltei do intercâmbio me comprometi a ter vídeos prontos com pelo menos 2 semanas de antecedência, e está funcionando! Tiro dias só para gravar, outros só para editar e SEMPRE organizo os próximos vídeos com muita antecedência, mais de 1 mês. Depois só vou gravando, editando e fazendo ajustes necessários. Desde que passei a me dedicar a internet integralmente, consegui me organizar bem mais. Pra isso uso sempre meus cadernos de planejamento e tiro dias só para planejar e fazer roteiros!

4- E a facul? Tem vídeos lindos que você gravou no intercâmbio em Dublin! Você deu um pause na facul? E inclusive, o que achou da viagem? As pessoas lá fora te receberam bem?

Mari: Eu fui fazer o intercâmbio durante as férias da faculdade, então perdi só uma semana de aulas, no começo desse ano. Mas agora eu dei uma pausa pois vou trocar de curso (vai sair vídeo no canal sobre isso sexta-feira!). A viagem foi incrível, não sei nem como descrever, mas foi a melhor experiência que já tive na vida. Os irlandeses foram incríveis, nossos professores foram maravilhosos e não vejo a hora de voltar pra lá. Chorei muito no dia que voltei pra casa, pois me apeguei muito a Dublin e ao nosso dia a dia lá, heheh. Mas ainda voltarei!

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Imagem/Reprodução: Letras na Gaveta

5- Você trabalha com o que? Deu para conciliar com a viagem? E seus pais deram incentivo na questão de estar fora com seu namorado? 

Mari: Há mais de 1 ano deixei um trabalho fixo que tinha para me dedicar somente ao blog e ao canal. Estou trabalhando também em cima de um novo projeto, que logo irá ao ar! Então durante a viagem, trabalhei pra caramba, já que estava sempre produzindo conteúdo. Mais pro final, dei uma pausa pois precisava aproveitar mais o intercâmbio. No início meus pais não curtiram muito a ideia pois não me queriam longe de casa (eles são muito apegados a mim), mas depois eles me apoiaram pois sabiam que eu sempre tive esse sonho. Por ser com o meu namorado, eles não tiveram problema com isso, ficaram super tranquilos =)

6- Falando em incentivo, eu fiquei muito chocada vendo que você comentou em seus vídeos sobre meditação. Poucas pessoas praticam e na nossa  faixa de idade, a maioria está preocupada com coisas mais materiais. E a meditação já trabalha a parte interior, o equilíbrio emocional… Teve alguém, que te mostrou essa prática e você aderiu, como foi que descobriu a meditação? Você se sente bem praticando? Mudou algo na sua vida?

Mari: Sim, é verdade! Eu comecei a meditar por causa dos livros que li e que falam sobre a prática (O milagre da manhã, por exemplo). Mudou completamente a minha vida, hoje em dia não me vejo mais sem praticar meditação. Agora pratico todos os dias pela manhã, assim que acordo. Me sinto muito mais conectada comigo mesma, sabe? Recomendo que todo mundo faça, é um momento só teu e com os teus pensamentos!

7- Quando sair os vídeos falando especificamente  sobre isso eu irei acomapanhar rs. Porque mexe demais com a saúde da gente né? AAAAAAA uma pergunta que não quer calar: qual é o seu maior sonho? Porque no seu blog, tem aquele projeto 101 Coisas em 1001 Dias, em que você listou itens para serem realizados em praticamente 3 anos! Tem algum item lá que seja um sonho muuuuuuuuuito grande? 

Mari: Então, a lista de 101 em 1001 acabou dia 24 desse mês! O meu maior sonho daquela lista era morar fora, que quando coloquei na lista achei que não ia se realizar (eu queria muito, mas pensava que era quase impossível, apesar de manter as esperanças!), e eu realizei! Mas o meu maior sonho é poder viajar o mundo todo com o meu namorado, já que queremos conhecer todo e qualquer lugar <3

8- Nossa entrevista chegou ao fim =( Mas te agradeço por ceder um tempinho para ficar comigo e com os leitores do IDF!!! Uma última pergunta: qual é o próximo destino? Leva a gente junto com seus vlogssss! São sensacionais! 

Mari: Muuuito obrigada, eu que agradeço ter me convidado! Meu próximo destino é um mistério até pra mim, mas espero que eu ainda possa visitar lugares tão incríveis quanto Dublin, heheh =)

 

Comportamento

“As vezes ter dado errado, foi a coisa mais certa que te aconteceu.”

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“As vezes ter dado errado, foi a coisa mais certa que te aconteceu.”

Mas, quando que a gente vai ter consciência disso? Depois de dias, quem sabe anos… No meu caso demorou por volta de 6 meses. Uma pessoa me disse a frase acima e eu fiquei de braços cruzados, chateada por ter planejado uma viagem e ela ir por água a baixo. NUNCA que agradeceria por ter dado errado, porque você sabe, quando planejamos e montamos como as coisas devem ser, gastamos energia, tempo e dinheiro. Assistir tudo travar e não poder fazer nada é muito frustrante. 

Lembro do sorrisinho fino e discreto da minha irmã ao me consolar. Na hora eu só queria sentar e chorar enquanto via o avião iniciar o voo. E ela me acolheu em seus braços, enquanto eu ficava remoendo a ideia de ter que voltar para casa. Se eu tivesse pego aquele avião, não sei se estaria feliz, como tanto imaginava. E voltar para casa, naquela situação foi meio que um choque de realidade. 

Sabe a sensação de que podemos fazer o que queremos? Uma coisa que vem do peito que nos eleva para mudar e transformar a nossa vida. Brota lá do fundo da alma e toma uma forma enorme. Acho que essa força me fez enxergar que tudo na vida há um motivo e as vezes o que tanto queremos está guardado para a gente, mas no momento certo. Quando é este momento? 

Ninguém sabe dizer. Para mim pode ser com 20 anos,  para você com 25, não dá para determinar. Porém podemos controlar a ansiedade e jamais tirar os sonhos e planos do papel. Uma hora há de se realizar!  

Comportamento

O homem da minha vida

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Tenho 18 anos. Não é muuuuita coisa. O máximo que vivi foi a fase conturbada da escola, e a liberdade da adolescência que logo irá acenar e dizer tchau. Mas você sabe como é cabeça de menina. A gente na maioria das vezes vê filmes de princesa, conto de fadas e vivemos nos questionando quando o príncipe encantado vai chegar. E aí, na escola, a gente se depara com vários “sapos”, que são mais infantis do que tudo. Na adolescência, parece que os sapos viram cachorros sem dono, porque querem somente se  divertir e não se apegar a alguém, como se fosse um pecado mortal perder as festinhas, e bebedeiras para passar um tempo com uma pessoa só, que ama. 

E é aí que eu quero chegar. Eu estou vivendo essa fase ainda, e não me vejo desta maneira. Quer dizer, aquela menininha que precisa de um príncipe ainda está viva aqui dentro e se questiona sempre aonde será que ele está. Ou melhor, será que ele existe mesmo? 

Engraçado é que quando estava pensando nisso, nessa coisa de “em que lugar estará o homem da minha vida”,  olhei para o lado e me deparei com meu pai. Ele viu essa mocinha aqui crescer e acompanhou cada passo, desde a primeira ida ao dentista até o chororô que eu fazia quando estava nas primeiras semanas da aula, em uma escola tão grande, que dava para fazer pelo menos dois estádios de futebol. Ele preparava mamadeira par mim de madrugada, ia comigo no cinema, e sempre comprava remédios quando eu ficava doente. Ligava até para os 50 amigos médicos para se certificar de que o remédio era o certo. E quando uma professora dizia que eu não estava indo bem na aula, ele não me pressionava e me respeitava, confiando que eu estava dando meu melhor. 

Nunca me ajudou com nenhuma lição e trabalho, mas na compra dos materiais, ele ia comigo fazer a lista do que ia precisar ou não. AAAA sem contar compras de looks. Ele não curtia muito, mas dizia que eu tinha que buscar algo que me sentisse confortável. A gente ria demais de algumas situações da escola, de amigas, e ele me contava coisas que ele viveu. Eu não perdia chances de envergonhá-lo. Se viesse uma mulher interessada nele, eu chegava do nada e falava algo do tipo ” papai, tem um sorvete ali.” e a mulher saía de fininho. Acabei com os esquemas dele hahaha Só a palavra “papai” já dava um gelo.  Mas enfim, eu peguei esse punhado de lembranças e coloquei na balança. Que dizer, será que um dia vou conhecer um príncipe encantado que irá ter um cuidado assim comigo? 

Tudo bem, não posso misturar a função de pai, com a função de um marido. Mas posso comparar a questão dos detalhes, da atenção comigo e da forma de cuidar, certo? Sei que muitos vão dizer “ah mas ele é seu pai, não faz mais do que a obrigação dele.” Mas, há tantos pais e filhos que sequer tem a chance de se falar, ou sequer tem carinho. Muitos mal conhecem os pais, por diversos motivos. Porque fugiu, porque é orfão, porque o pai não quis assumir… E um marido, bem, um marido ao meu ver, deve se preocupar comigo na mesma intensidade que o meu pai. Foi aí que me toquei. 

No momento, o homem da minha vida é o meu pai. O cara que me ama incondicionalmente e que dá o melhor para mim. Eu sei que um dia, esse papel vai ser substituído por outro homem, aquele que eu tanto esperava por estes anos. Mas enquanto isso, vou aproveitar o tempinho que me resta com este príncipe aqui, de 60 e poucos anos, e que não mede amor para  me dar.