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Sua bela forma de filosofar

Tanto tempo fiquei esperando para sair e ser diferente. Com você as coisas eram complicadas e cheias de porquês. Sua bela forma de filosofar e transformar o dia me deixou encafifada. 

Porque para você o mal podia ser bom e o bom podia ser mal. Havia uma certeza em sua voz, uma convicção que me fazia parecer boba. Na maior parte do tempo eu só me preocupava com o “exterior”, não parava para pensar nas milhares de possibilidades e me sentia confortável em apontar o dedo e julgar o que eu pensava ser o certo. 

Mas de alguma forma, é como se você abrisse as cortinas do espetáculo e eu pudesse enxergar algo a mais. Além das máscaras… Pois é, vivemos na sociedade do espetáculo. Mais vale a aparência do que suas atitudes, ou do que seu caráter. O valor é atribuído a coisas tão pequenas e sem graça que me pergunto como pude ser mais a uma a cair nesta armadilha. 

Ah, e antes que me esqueça, a questão do “ser bom e ser ruim”, ganhou formas relativas para mim. Você me transformou! Ou eu me transformei? Talvez seja ambos. Porém o fato é que a gente se torna mais cauteloso(a) e consciente, quando para de olhar apenas o que nos é permitido. Muitas das vezes precisamos olhar, sentir, com o coração, e dar vez a intuição… porque as melhores coisas da vida não são palpáveis. 

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Come on ohhh

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“Oh come on ohhhhhh” a música não parava. E esse refrão era delicioso. Gostar de rock? 

Neste momento eu estava gostando, mas sempre fui mais fã de sons mais “leves”. Só que essa batida simplesmente dominava minha alma, e dava uma sensação de alegria. Eu poderia dançar no meio da rua sozinha, que não me importaria. A música tem alguma relação com a magia, só pode. 

Nos primeiro 45 segundos eu já me sentia limpa de toda e qualquer tristeza que estava fincada na minha cabeça. E o engraçado é que todos do bar, balançava a cabeça e se movimentava animadamente como se suas vidas dependessem disso. 

Quero ter mais momentos assim, em que um pequeno refrão pode me levar nas alturas, e me tirar de todo aquele caos do mundo… “come onnnnn”. 

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Algum dia irei florescer

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Acho que deve ser medo. Não quero ouvir as críticas e por mais que eu pense e repense, fico com a sensação de que poderia ter me esforçado mais. É, parece covarde da minha parte não enfrentar essa barreira do comodismo e me lançar no que realmente me faz bem, mas o que posso fazer? 

Não sei se conseguiria ser forte o suficiente para agarrar o que tanto quero, e somente seguir, sem escutar ou ler o que os outros tem a dizer, opinar. Digo isso na questão profissional e pessoal. Se eu fosse trabalhar no que realmente me fizesse feliz, meus pais dariam a louca ao descobrir que fiz a faculdade errada e que na verdade, o que eu queria fazer nem precisava de uma instituição específica. Eu amo flores, e sempre quis ter uma pequena floricultura, com uma iluminação aconchegante, e muitos chocolates. Quando eu era pequena minha mãe me levou uma vez em uma, acho que eu tinha 5 anos. Assim que ela abriu a porta e me deparei com aquela diversidade de aromas, de cores, senti que minha vida teria mais gosto se ficasse em contato com elas, as flores. 

Claro que perdi tempo! Mas se eu abandonasse minha bela carreira de advogada, seria mais feliz. Sem escutar os milhões de problemas que muita das vezes, é idiota. Agora as rosas, as orquídeas, as onze horas, são tão simples que o máximo que vão achar ruim é do calor, e eu teria que regar elas com mais frequência que o normal. E na questão pessoal… como poderia abrir meu coração para uma pessoa totalmente o oposto do que planejei para mim? 

Planejamos tanto nosso caminho, nossa vida, quando na verdade ela é só um papel em branco que vai tomando forma de acordo com as decisões que tomamos e as situações surpresas que são jogadas nas nossas mãos. É bem chato perceber que esse tempo todo você foi covarde. Quer dizer, eu fui, e ainda sou. Mas sei que algum dia eu terei força o suficiente para sair desse ciclo vicioso, algum dia eu irei florescer… 

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Sala 1, Peter Pan

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A moça pediu meu cartão para finalizar a compra. Claro, abri minha bolsa e quase revirei ela de ponta cabeça, com medo de ter o deixado em casa mas consegui achá-lo. Ela me deu meu bilhete e fui em direção ao Reino das Pipocas. Por que será que no cinema tudo é tão caro? 

Escolhi uma pipoca pequena e uma água, sim, uma água, estava um calor terrível. Fui em direção a sala de cinema e o moço que checa os ingressos escondeu um sorriso ao ler o nome do filme que escolhi. Olhei para ele com cara de quem diz: “parece ser legal!” e ele pareceu encantado ao me entregar o óculos 3D, e ao dizer a típica frase: “Tenha uma boa sessão.”. 

Depois de subir e descer aquelas escadinhas iluminadas, finalmente achei meu lugar. Fiquei com medo de ter errado de sala e peguei novamente o bilhete. 

” SALA 1, Peter Pan…” 

Correto. Eu estava na sala 1, a caminho de assistir Peter Pan. Será que foi por isso que ele sorriu? Quer dizer, o moço que me entregou os óculos não devia estar acreditando que uma mulher adulta, vá o cinema sozinha para ver Peter Pan. Havia outras opções de filmes, cheios de lutas, suspense, e dramas sociais, mas por apenas 120 minutos eu queria esquecer do mundo. Queria entrar em uma história completa de magia, de  possibilidades, de sonhos e esperança. Queria mergulhar de cabeça em cada momento e esquecer que sou apenas mais um ser humano na Terra que trabalha, estuda, tem seu carro e sequer consegue tirar férias relaxantes. Queria ser diferente, uma super heroína ou uma princesa quem sabe… 

O engraçado é que toda vez que vejo filmes infantis, assim no cinema, eu fico com aquele gostinho de quero mais. Aquele frio na barriga, aquela ansiedade de ver que tudo vai dar certo, e a admiração pela inocência e simplicidade. Acredito que essa deve ser a questão: inocência. Os filmes infantis trazem um toque de sutileza, de crer que o vilão pode se tornar o mocinho e que o mundo pode ser bom, que se a gente sonha a gente consegue, enquanto os “de adultos” cheios de batalhas e disputas, só representa a realidade vivida por todos mas de forma fantasiosa, utópica. 

Portanto já que não posso mudar a realidade, me contento em ir ao cinema e apreciar as histórias maravilhosas e belas que tiram o fôlego de forma inacreditável. E assim, meu potinho de esperança que guardo dentro da minha alma, se abastece e me sinto mais forte para encarar minha própria história.  

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O que desse na “telha”

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Resolvi tirar um dia pra mim. Não necessariamente me excluí de tudo, mas procurei pensar no meu bem estar. Pegar mais as coisas que me trazem alegria e praticar sabe? 

Sem planos, sem horários marcados, apenas eu. O que desse “na telha”, e o destino. É, a gente tem as escolhas a fazer, e geralmente coloco a cabeça para funcionar e analisar a opção mais sábia. Só que hoje, eu segui a emoção, o que deu vontade. 

Analisar os prós e contras não foi o meu foco. Queria sentir a sensação se viver de verdade. Realmente sentir o que é estar feliz e plena com a natureza, com as coisas que conquistei ao longo do tempo, e com as pessoas que entram e permanecem no meu mundinho. 

Geralmente só se faz este tipo de reflexão no dia 31 de dezembro, o grande momento da “passagem” de ano. Porém nos 364 dias restantes, será que nos esforçamos o suficiente para viver dignamente? 

Me recuso e questionar somente no famoso Ano Novo. Quero me reinventar a cada instante, e ser melhor a cada segundo. Então, sim, eu peguei um dia para me organizar por dentro e por fora, para me questionar, por em xeque e tomar uma atitude. Porque a dor de saber que deu errado, será maior do que a dor de saber que nunca enfrentei os desafios e deixei de correr atrás daquilo que meu coração indicava que devia ser feito.