Lifestyle

Uma sopa de letrinhas

Estou procurando em minha mente alguma palavra apropriada. Alguma que seja boa o suficiente. Você pode ficar sem entender e ambos não queremos isso. Tento me concentrar, mas ultimamente tem sido difícil achar alguma palavra que passe o que sinto. Seja com você, ou com uma mera mensagem no Whatsapp. Vem uma dificuldade em me expressar, e consequentemente sinto alguma coisa presa aqui dentro de mim. 

Agora você deve estar se perguntando o porquê, mas nem eu sei. Há quem diga que os astros mexem com nosso humor e ficamos com uma leve alteração no humor, no nosso eu. Mas o grande problema aqui é abrir a boca e dizer palavras que façam sentido e tragam tudo que carrego. Já tentei procurar no dicionário, seja sinônimos ou adjetivos, e não parece o suficiente. Não trás o que preciso, ou o não fazem sentido. 

Bloqueio? Falta de leitura? Estresse? Será? Quer dizer, será que isso realmente tem o poder de me deixar tão perdida com palavras? E por que agora? Se na maioria das vezes eu conseguia trazer tudo que vinha a mente, em um piscar de olhos? O que mudou agora, que fez uma sopa de letrinhas?

Se eu descobrir, eu explico. Mas se ficar complicado, vou continuar falando maluquices e coisas sem sentido. A culpa não é minha, eu garanto. 

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Graça no jeito de falar

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O moço da loja me olhou com uma cara de “ué” esperando uma resposta. Mas achei graça do jeito dele falar. Em algum tempo distante eu já tinha ouvido a mesma frase, de uma maneira pejorativa, mas ali, naquele tom de voz não trazia aquela sensação se ser engraçado ou sincero de fato. 

Incrível como o tom de voz tem capacidade de revelar o que passa na nossa alma, e quais intenções de fato, existe na nossa mente. E muitas das vezes nem sequer percebemos essa “abertura” que temos, e que damos as pessoas. Admiro os atores e atrizes por conseguirem fazer vir à tona toda uma leva de sentimentos, e em questão de 50 minutos arrancarem suspiros e fazer nosso coração parar, nos levando a sentir também, toda a história e  toda a emoção por trás da história. 

Eu não sei se você é como eu, mas não me conformo com metades. Então reprimir sentimentos não é muito minha cara. Fica estampado em  todo meu ser quando algo está fora do lugar, e quando aquilo mexeu comigo. Não consigo sorrir e dizer que está tudo bem, naturalmente. E o que sempre me entrega é justamente o tom de voz. Muitas da vezes baixo e seco. 

Algo fica entalado na garganta como se me prendesse e impedisse que minha voz saia como normalmente. E então, hoje não foi diferente. Apenas ensaiei um pequeno sorriso ao vendedor e segui pela rua movimentada. 

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Batom vermelho

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Hey Dj, você podia trocar essa música. Essa já passou, já marcou uma fase não tão legal. Precisamos nos conectar com algo novo. Chega de choramingar, o que passou, passou. 

De início não parece fácil, mas a gente pega confiança e descobre o que tem que fazer. E agora, eu vou só pegar meu batom e retocar no banheiro, enquanto essa música não acaba. Idiota da minha parte? 

Não, não quero me apegar as coisas do passado e esse batom vermelho escuro me ajuda a enxergar quem sou eu de verdade: uma mulher cheia de vida e poderosa. Graças a este batom que ganho este segundo adjetivo. PO-DE-RO-SA. Quem diria? A autoestima cresce quando paramos de nos colocar como vítima. 

E quando nos vemos como realmente somos, a nossa capacidade de crescer é maior. Não é qualquer comentário que vem e derruba a gente por dentro, ou qualquer olhar, gesto sarcástico e grosso… A muralha da autoestima toma as rédeas e nos leva para lugares divertidos e quando menos se espera estamos no meio de uma multidão rebolando ao som de CNCO. 

As coisas são complicadas, disso sabemos. Mas podemos mudar se assim quisermos e permitimos. Passe o batom vermelho e vá bailar! O resto é resto! 

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Sua bela forma de filosofar

Tanto tempo fiquei esperando para sair e ser diferente. Com você as coisas eram complicadas e cheias de porquês. Sua bela forma de filosofar e transformar o dia me deixou encafifada. 

Porque para você o mal podia ser bom e o bom podia ser mal. Havia uma certeza em sua voz, uma convicção que me fazia parecer boba. Na maior parte do tempo eu só me preocupava com o “exterior”, não parava para pensar nas milhares de possibilidades e me sentia confortável em apontar o dedo e julgar o que eu pensava ser o certo. 

Mas de alguma forma, é como se você abrisse as cortinas do espetáculo e eu pudesse enxergar algo a mais. Além das máscaras… Pois é, vivemos na sociedade do espetáculo. Mais vale a aparência do que suas atitudes, ou do que seu caráter. O valor é atribuído a coisas tão pequenas e sem graça que me pergunto como pude ser mais a uma a cair nesta armadilha. 

Ah, e antes que me esqueça, a questão do “ser bom e ser ruim”, ganhou formas relativas para mim. Você me transformou! Ou eu me transformei? Talvez seja ambos. Porém o fato é que a gente se torna mais cauteloso(a) e consciente, quando para de olhar apenas o que nos é permitido. Muitas das vezes precisamos olhar, sentir, com o coração, e dar vez a intuição… porque as melhores coisas da vida não são palpáveis. 

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Come on ohhh

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“Oh come on ohhhhhh” a música não parava. E esse refrão era delicioso. Gostar de rock? 

Neste momento eu estava gostando, mas sempre fui mais fã de sons mais “leves”. Só que essa batida simplesmente dominava minha alma, e dava uma sensação de alegria. Eu poderia dançar no meio da rua sozinha, que não me importaria. A música tem alguma relação com a magia, só pode. 

Nos primeiro 45 segundos eu já me sentia limpa de toda e qualquer tristeza que estava fincada na minha cabeça. E o engraçado é que todos do bar, balançava a cabeça e se movimentava animadamente como se suas vidas dependessem disso. 

Quero ter mais momentos assim, em que um pequeno refrão pode me levar nas alturas, e me tirar de todo aquele caos do mundo… “come onnnnn”.