Comportamento

Síndrome dos seis meses

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Depois da ilusão de que tudo seria para sempre, tirei as amarras dos olhos e comecei a enxergar o mundo diferente. Comecei a perceber que as coisas não são eternas, e certas coisas não queremos que sejam eternas.

Nunca gostei de me acomodar na zona de conforto, mas percebi que eu era assim. Resolvi arriscar mais, ser mais cara de pau mesmo. Desapeguei das coisas, abri a mente para aprender.

O porquê de seis meses eu não sei, mas acredito que seja um tempo que não é longo demais e nem curto demais. Neste tempo dá para perceber se aquele é o seu lugar ou não, e se não for, até os ventos irão soprar a favor disso.

No meu caso, nunca fiquei em um emprego por mais de seis meses. Sempre acontecia algo que me forçava a sair, troquei várias vezes, e vou trocar quantas vezes for necessário até eu achar algo que realmente seja para mim.

Em relacionamento também não passam de seis meses. Eles vão ficando sérios até o “dar um basta” chegar e assim o fim.

Não estou falando que não gosto de permanecer em um emprego de criar raízes, só acho que devemos retirar as algemas que nos prendem na nossa zona de conforto. Sei que existe a necessidade de manter o emprego ou se você ama seu namorado(a), mas aonde eu quero chegar é, não se prenda a algo que você sabe que não é seu, não viva uma vida que os outros querem para você.

Arrisque! Mesmo que ouça um não.

Comece pelo caminho de ir ao serviço, que é todo dia o mesmo, opte pelo longo ou pelo curto. Varie. Você não sabe o que te espera na outra rua.

Comecei a fazer escolhas diferentes. A pensar todo dia de manhã o que eu não faria, assim coloco um desafio, sem acomodações, sem correntes.

Não consigo parar em nada por mais de seis meses, mas sei que quando eu parar, é para ser meu.

By: Diana Turola

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