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Comportamento

Sala 1, Peter Pan

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A moça pediu meu cartão para finalizar a compra. Claro, abri minha bolsa e quase revirei ela de ponta cabeça, com medo de ter o deixado em casa mas consegui achá-lo. Ela me deu meu bilhete e fui em direção ao Reino das Pipocas. Por que será que no cinema tudo é tão caro? 

Escolhi uma pipoca pequena e uma água, sim, uma água, estava um calor terrível. Fui em direção a sala de cinema e o moço que checa os ingressos escondeu um sorriso ao ler o nome do filme que escolhi. Olhei para ele com cara de quem diz: “parece ser legal!” e ele pareceu encantado ao me entregar o óculos 3D, e ao dizer a típica frase: “Tenha uma boa sessão.”. 

Depois de subir e descer aquelas escadinhas iluminadas, finalmente achei meu lugar. Fiquei com medo de ter errado de sala e peguei novamente o bilhete. 

” SALA 1, Peter Pan…” 

Correto. Eu estava na sala 1, a caminho de assistir Peter Pan. Será que foi por isso que ele sorriu? Quer dizer, o moço que me entregou os óculos não devia estar acreditando que uma mulher adulta, vá o cinema sozinha para ver Peter Pan. Havia outras opções de filmes, cheios de lutas, suspense, e dramas sociais, mas por apenas 120 minutos eu queria esquecer do mundo. Queria entrar em uma história completa de magia, de  possibilidades, de sonhos e esperança. Queria mergulhar de cabeça em cada momento e esquecer que sou apenas mais um ser humano na Terra que trabalha, estuda, tem seu carro e sequer consegue tirar férias relaxantes. Queria ser diferente, uma super heroína ou uma princesa quem sabe… 

O engraçado é que toda vez que vejo filmes infantis, assim no cinema, eu fico com aquele gostinho de quero mais. Aquele frio na barriga, aquela ansiedade de ver que tudo vai dar certo, e a admiração pela inocência e simplicidade. Acredito que essa deve ser a questão: inocência. Os filmes infantis trazem um toque de sutileza, de crer que o vilão pode se tornar o mocinho e que o mundo pode ser bom, que se a gente sonha a gente consegue, enquanto os “de adultos” cheios de batalhas e disputas, só representa a realidade vivida por todos mas de forma fantasiosa, utópica. 

Portanto já que não posso mudar a realidade, me contento em ir ao cinema e apreciar as histórias maravilhosas e belas que tiram o fôlego de forma inacreditável. E assim, meu potinho de esperança que guardo dentro da minha alma, se abastece e me sinto mais forte para encarar minha própria história.  

Comportamento

Reservas só servem para prender

Minha cabeça está em  rodopios e preciso contar, simplesmente falar. Ás vezes sinto isso, sabe? Uma vontade louca de falar e falar sem cuidado, sem pensar antes, sem receio de que machuque , sem essas reservas que nos prende. Por que tenho que medir tudo que eu vou dizer?

Sinceridade machuca mais do que ilusão. É difícil entender as pessoas… Querem algo, mas não fazem por merecer e, quando escutam a verdade, procuram a saída mais próxima para fugir. Parece um peso enorme que é colocado nas costas e elas não sabem como administrar esse fardo. Mas, por que tentar ocultar tanto?

As coisas seriam mais leves ou teriam mais valor se pudéssemos ficar em paz quando fossemos comprar tal coisa, por exemplo, e não precisássemos ficar de olho para ver se o vendedor não está tentando sacanear e tirar vantagem. Seria um alívio para todos nós. Sem medo de nada, sem máscaras. Será que sou a única que gosta de coisas mais puras? Sem segundas intenções, vantagens, truques, segredos…

Por isso te conto com aquela pessoa chamada melhor amiga. Tenho liberdade de contar tudo para ela, o que der na telha sabe? E não, ela não vai me julgar. Vamos discutir e conversar, mas sei que ela vai ser meu porto seguro para sempre. Para isso que serve nossas amizades… Ou a melhor amizade de TODAS:  BFFs. Esses estão para tudo, em qualquer hora, em qualquer lugar, em um olhar, em um beijo, em um abraço eterno.