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Comportamento

Versão de você

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Fechei meus olhos na procura de uma pedaço seu. E aí de repente lágrimas começaram a brotar,e escorrer levemente pelo meu rosto. Você não tem noção de como eu queria que tudo tivesse sido simples. Vejo você em mim, e não há nada que posso fazer, a não ser, ouvir essa versão de você conversar a todo momento comigo. Ela diz sempre: “Por que não diz o tal “eu te amo” logo?”, “por que correr da vulnerabilidade se desde o começo eu deixei clara as intenções?”. Você é muito irritante aqui dentro. 

Ao menos na vida real, a gente mal troca uma palavra. Isso é saudável para nós, acredito eu. Fora a distância, que realmente ajuda no sentido de eu apenas andar pela rua tranquila, porque eu sei que há uma chance de 1% de trombar contigo por algum quarteirão. Mas não posso deixar de notar que quando ouço alguém dizer que gosta de xadrez, sua imagem é a primeira que vem a mente. Ou quando alguém que usa óculos senta do meu lado na livraria. Ou então quando vejo alguém dizendo que é do Sul (é, me lembro das histórias fantásticas de suas viagens para lá). Mas independente disso, sua versão que criei mentalmente me atormenta e me mostra seu nome até em comercial de margarina. Ou faz uma ligação com o seu nome. O grande objetivo desse seu eu irritante é mostrar que você jamais deve sair da minha vida.

Confesso que não sei porque insisto em visitar esse pedaço seu que vive em mim. Não é saudável da minha parte. Me machuca, me enraivece, me entristece. Estou contando os dias, as horas, os minutos para ver o momento que realmente poderei estar em paz e seu nome passar bem longe dos meus pensamentos. Ilusões não são boas… ainda mais quando estão ligadas ao coração. 

 

Comportamento

Dá um medo enorme

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Esperei tanto um momento bom para por tudo para fora e ainda assim acho que pequei em expor algumas palavras tão expressivas. Pensei muito a respeito, mesmo com a dor tomando conta de mim. A vontade de dizer “porque te quero por perto” não foi o suficiente, eu evitei mostrar minha fragilidade. Dá um medo enorme, deixar todos os pensamentos, questionamentos e certezas nas mãos de outro alguém que não seja nós mesmos.

Porém ainda assim, eu enxerguei  as mil razões para por tudo em jogo. Mas ainda assim não foi o suficiente. Será que vai ter reprise disso? 

Eu não sei o que fazer. A indecisão me domina. Só que ainda assim,me esconder atrás de risos e frases como “deixa para lá”, ou “tanto faz” é muito mais seguro para mim. Apagar seu número de celular, não deixar recado na caixa postal, não ver seus stories do Instagram, ou passar bem longe da rua que você mora, são mais defesas que minha mente criou para não despertar meu coração. 

Prefiro compor canções para de alguma forma tirar de mim essa falta, essa ansiedade e angústia, de não poder te ver mais. Apesar da nossa ligação sanguínea, apesar das nossas indas e vindas, nosso tempo se foi… 

#qualoseurefugio

A literatura me salvou

Todos temos problemas. Isso é fato. E quando uma fase conturbada aparece… sabe onde tudo dá errado?… precisamos de algo para extravasar. É o que chamamos de refúgio. Dependendo do ponto de vista, alguns podem ser nocivos e outros não.

Meu refúgio desde que me conheço por gente foi a literatura. Não digo isso de exagero porque aos quatro anos de idade, mesmo não sabendo ler, folheava revistas que, na minha opinião, se estivesse na mão de outra criança da mesma idade não sobraria nem uma página. Até no antigo ensino fundamental, quando voltava sonhando acordado para casa, imaginava que era um escritor famoso e dava entrevistas para Jô Soares e Marília Gabriela. Entretanto, não fazia ideia que a Literatura ia salvar a minha vida.

Tive certeza disso na adolescência – momento complicado – onde não aceitava os meus defeitos, então queria expor essas frustrações de alguma maneira e usando os filmes como base, comecei a escrever, em 2001, pequenos esboços de como eu queria ser: um protagonista de filmes de ação que acabava com o vilão e beijava a mocinha no final. Mas foi na juventude que a literatura realmente me salvou…

Com o passar do tempo, a frustração em não ser perfeito foi se acumulando e a depressão surgiu de imediato. Na época já escrevia teatros para igreja e continuava a fazer esboços de pequenas histórias, mas o foi meu refúgio para extravasar essa tristeza contida foram as poesias. Elas, para ser sincero, tiveram um tom melancólico e nunca recomendo lê-las, porém me ajudaram muito nos momentos de dor.

Em 2015, já recuperado da depressão e livre da “síndrome da preguiça de ler” que a maioria dos adolescentes tem, entrei no mundo da literatura nacional. Como leitor, tive o prazer de conhecer o meu primeiro livro do gênero: PROCURA-SE da autora Giovanna Vaccaro. Mais experiente nos textos, iniciava, depois de 14 anos de tentativas, a minha primeira obra como autor: LAÇOS DE CASAMENTO.

Para finalizar tenho certeza que, além de ser meu refúgio nos momentos de tempestade, a Literatura foi a bonança da minha vida. Por que ela me deu tudo. Primeiro, comecei a acreditar em mim mesmo e que eu tinha valor. Com o tempo, conheci pessoas maravilhosas e muito talentosas, me tornando melhor amigo de uma delas. Por fim, aprendi a enfrentar as dificuldades que cruzavam o meu caminho por um sonho de levar meus escritos para pessoas que precisavam.

Depois desse meu depoimento, eu te pergunto: qual é o seu refúgio?

 


Guinho e eu criamos a hashtag #Qualoseurefugio para trazer positividade diante tanta maldade e tristeza presente no mundo, no dia a dia. Queremos que você se sinta abraçado(a) por nossas palavras e veja que não está sozinho(a). Estamos juntos nessa batalha para ser feliz, e vamos enfrentar tudo isso juntos! <3

Sobre o blogueiro: Com 30 anos, Guinho Monteiro, nascido em Taubaté – capital da literatura infantil -, ainda guarda sua alma de menino sonhador. Além de escritor e professor de português, tenta fotografar nas horas vagas e também é responsável por um blog, onde divulga autores nacionais. Apesar de escrever há 15 anos, apenas publicou seu primeiro livro “Laços de Casamento” em 2015. Desde então, vem tentando mostrar seu lado gentil e bom através dos personagens e histórias que cria.

Blog Presente Dos Livros: https://guinhomonteiro1987.blogspot.com.br/

Fan-Page: https://www.facebook.com/igormonteiroguinho263/

Instagram: @igormonteiroguinho   

 

Comportamento

Esperança é o “e se”, que pode ser real.

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Pois é, eu não sei fazer melhor. Não sei mais guardar aquele medo, aquela angústia. Floresceu um novo eu dentro de mim. Quero acreditar que vamos ter uma gotinha de esperança, de magia, de vida!

Por mais que eu olhe para trás e veja tudo aquilo que me fez cair, passar noites em claro, deitada na cama e olhando para o teto como se pudesse achar uma saída. Não há mais o que temer. Tem certos momentos que o céu está mais cinza do  que o normal, que um sorvete não é mais tão gelado e refrescante, que independente de onde estejamos, queremos nos afundar em lágrimas. Já passei por isso. 

Só que quando a gente se abre para o novo podemos nos surpreender. A tal da esperança que escrevi lá em cima vem com carga total. O mundo parece fazer mais sentido, fica mais leve  de viver, de perdoar, porque a esperança em si, é esperar pelo melhor. Tipo aquelas luzinhas no fim do túnel, ou como a fada madrinha dos contos. Ela transforma o obscuro em possibilidades, em sonhos, em chances, oportunidades. 

Esperança é o “e se” com um toque de energia, regada de combustível que não se esgota até criar coragem e tentar descobrir se o “e se” pode ser real. 

Cultive a sua esperança. Saia do normal, e surpreenda-se com a infinidade de possibilidades. <3 

 

Comportamento

Ouvir O Coração

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Você sempre saiu por aquela porta, e eu sempre me mantive calada. Dessa vez eu não consegui, algo ficou engasgado em mim. Queria te dizer que se amanhã não estivesse por perto, eu pude viver e aproveitar os dias contigo. Mas ao mesmo tempo que ia, chegava perto e eu me sentia bloqueada. É normal isso?

As palavras rodeavam minha mente mas não saiam pela minha boca. Um pequeno “Eu te amo” não chegava nos ouvidos dele. Por que isso? Eu tenho certeza do que sinto, mas parece que estou engasgada e não consigo falar mais o que está se passando no coração.

Posso escrever, mas não é a mesma coisa. Tem certas situações que exigem esse sentimentalismo, e de certa forma não salta para fora, fica preso em minhas memórias e pensamentos e só consigo balançar e cabeça e me contentar.

Espero que não demore o dia em que irei te abraçar mais forte e dizer tudo que sinto. Talvez eu precise me preparar para ouvir o que você tem a dizer, ou o que eu tenho medo de ouvir, minha voz interior que não mede distâncias, sonha e ama incondicionavelmente. Preciso de coragem para entender a mim mesma…