Browsing Tag

mundo

Comportamento

Pegue minha mão

Pegue-minha-mão-ideias-da-fe

Será que deveria ser sempre assim? Sabe quando não parece o suficiente? 

Eu dei sempre o melhor, e escrever até agora tem sido aquela paixão que move, que faz minha vida ter valor aqui. Toda vez que me vejo analisando e ponderando fatos da vida, vem aquele questionamento: Por que viver? 

E quase que automaticamente a resposta que vem a mente é: porque tudo isso faz sentido, você escrevendo, você olhando poeticamente o que há em volta e trazendo um pouco de energia leve para quem lê essas palavras que fogem de algum lugar que existe dentro de mim. Mas e se eu estiver esquecendo que o mundo não é feito de flores e  sorrisos? 

Há muitas amarguras e sofrimento. Porém, será que é errado anulá-las e valorizar o que acontece de bom, ou o que trás aprendizado? Sofrer não é muito do meu feitio, remoer talvez, mas acreditar que há um lado positivo dentro ou fora de uma pessoa, é bem minha cara.

Por favor pegue minha mão e aqueça-a nas suas. Me diga que amor existe, que vai dar tudo certo, mas tudo mesmo. Que a dor, a raiva, a impaciência, a maldade, vão se exinguir. Me diga que vou poder andar na rua em paz, me diga que poderei confiar em qualquer pessoa, me diga que poderei abraçar mais e dizer o que se passa comigo, me diga que não serei julgada pelas minhas roupas, me diga que não verei animais passarem fome, me diga que sentirei a sombra das árvores tocarem meu corpo enquanto eu estiver neste mundo, me diga que terei sempre uma casa para morar, me diga que haverá sempre minha família por perto, me diga que não faltará água, me diga que não faltará comida, me diga que todos serão dignos de amar e ser amado independente da cor, sexo… me diga que o bem sempre vence o mal. Que o amor sempre vence o ódio. Que respeito sempre vence a rebeldia. 

Eu quero acreditar que é possível. Como Gandhi  disse: “Seja a mudança que quer ver no mundo.” é uma das frases que mais escuto. Já devo ter escrito sobre isso, mas por que na hora do “vamos ver”, se torna tão difícil? 

Apenas pegue minha mão… por favor.

 

 

Comportamento

Perspectiva

 

Quem não quer ter uma casa, um cachorro e aquele amorzão para chamar de seu? 

Desde quando eu tinha meus 11 anos, escutava minha família toda perguntar o que eu queria ser quando crescesse, e quando eu ia começar a namorar, desencalhar de vez. Como se com 11 anos minha preocupação fosse essa. Mas eu não me importava tanto. Sabia que eles achavam que devia ter aquela famosa competição para ver quem é o(a) filho(a) mais inteligente, o mais “em forma”, etc.  

Besteira, eu sei. Porém fazer o que? 

A grande perspectiva de vida que eles tinham para mim era de ser uma garotinha que namoraria um rapaz, separaria. Conheceria mais uns 6 e quando estivesse chegando no 7, algo acontecesse dentro de mim que fizesse nascer uma vontade de “juntar os trapos” e casar. Um grande feito. E aí teria 4 filhos, moraria em uma casinha simples e teria que lavar as roupas do meu marido enquanto ele fica no bar bebendo o dia todo. 

Porém, a questão da perspectiva é interessante porque em nenhum momento da minha vida senti que devia viver desta forma. Senti que não merecia isso, dessa maneira. Claro, gostaria de me casar, de ter um lar, mas de forma divertida. O que quero muuuuito é viajar, sabe? 

Ter um relacionamento, mas com dinâmica e flexibilidade. A gente podia casar, e fazer um mochilão. Se perder em uma cidade alemã e tentar aprender italiano para a próxima aventura. Experimentar um Yakissoba da China, e mergulhar nas águas de Fernando de Noronha. 

Há tanto a se fazer, e não quero gastar meu tempo dentro de uma cozinha preparando a jantinha do meu marido. Prefiro fazer uma bagunça com ele, enquanto esperamos o bolo ficar pronto. Jogar farinha e desafiar ele a preparar um suco para acompanhar o nosso quitute. Cadê a criatividade? 

Chega de tantas regras e padrões. Sempre podemos inovar e ser quem somos da maneira que acharmos melhor. E para meus familiares que se contentam com casamentos chochos, não sabem o que perdem. Porque o mundo é nosso, temos que desfrutá-lo. E nada melhor do que descobri-lo com alguém que a gente ama. 

Comportamento

Eu quero muito parar de me sentir mal

ideias da fe

Eu quero muito parar de me sentir mal. Sério, eu vivo ansiosa, com o coração apertado, na mão. Tenho medo de  sair de casa. Quando fecho a porta e coloco meu pé fora do meu cantinho me sinto aflita. Uma insegurança invade meu ser. Não sei se devo agir como eu mesma, ou me esconder em uma realidade comum, fingindo ser quem não sou. 

Por que tenho esse pânico de ser eu mesma em meio a uma sociedade?

Confesso que vira e mexe  fico pensando nas opiniões das pessoas, nos gestos, olhares, tons de falar. Se um senhor me olha, já confiro meu cabelo para ver se não é por esse motivo. Se uma garota me olha, confiro minha calça, pode ser que tenha uma machinha ali ou aqui… 

Incomoda essa atitude. Quer dizer, posso ser do jeito que eu quiser, mas sempre vai ter alguém com aquele olhar reprovador, ou de crítica. Queria muito poder ter a chance de viver sem esses receios, sem essas algemas, que me  tornam uma pessoa incompleta… Afinal, nunca se sabe qual é o nível de maldade que existe por aí. Quem sabe um dia a sociedade seja mais  verdadeira, educada, e entenda que o valor do ser humano não está no que possui, mas nas suas atitudes…  

Comportamento

Você quer então tem que correr atrás

você-quer-então-corra-atrás-ideias-da-fe

“Se você quiser algo, tem que correr atrás.”

Minha mãe não cansava de dizer isso. Eu quase sempre balançava a cabeça, em sinal de positivo para ela entender que eu já sabia que deveria ter coragem para ir em busca do que quero. Mas, por mais que eu mostrasse que faria o que ela disse, sentia que não era fácil começar uma caminhada que mal sei aonde vai dar. 

Quer dizer, eu sabia onde queria chegar, mas não teria a certeza de que chegaria. A rota poderia mudar, os planos crescerem, o medo ficar mais forte, o percurso em si, é o grande problema. Quantas pessoas não iriam aparecer para atrapalhar? Quantas situações não iriam substituir minha tranquilidade por preocupação e desespero? Quantas noites eu iria chorar e me perguntar o porquê de tudo? 

Besteira da minha cabeça? Não. Posso ter o melhor celular da Apple, a bolsa mais linda da Dior, QUALQUER COISA, que ainda estará vivo em mim a insegurança. Sinto como se estivesse em uma corda bamba, em que tudo pode acontecer, a qualquer momento, e mudar todo o “mapa de vida” que planejei cuidadosamente. 

Portanto, por mais que eu lute, mova montanhas para chegar lá, preciso trabalhar o meu eu. Porque se der errado e todo o meu trabalho for por água a baixo, pelo menos aprendi a ser persistente e saber como alcançar meu objetivo. E mesmo que apareça pessoas querendo puxar o tapete, que sejam frias, invejosas, estariam perdendo tempo. Poderia estar exausta de lutar, mas não pararia até meu último suspiro. Acredito que minha mãe conseguiu fazer sua parte ao me educar com várias lições, mas essa em especial, eu levarei comigo por mais tempo do que ela imagina. 

Comportamento

Maneiras de Expressar

Eu não deveria falar sobre isto. Mas como? Hoje é seu aniversário e não existe maneiras de expressar nada por você. Todo dia lembro de alguma frase que costumava dizer e das suas piadas malucas. Sinto falta. Nunca mais ouvirei os apelidos mais engraçados que invetou : Nega branca, Zabumba, Cocotinha…  Não pensei que sentiria esse vazio e que estaria tão chateada por nunca mais poder ter a chance de te ver. A imagem dos últimos momentos contigo não foram as melhores. Você estava deitado naquela cama nada confortável, sentindo dores no corpo e com a barriga inchada. Seus braços finos, suas pernas mais ainda. Um olhar exausto e perdido… Até que cheguei e você gargalhou de forma inocente do meu cabelo despenteado. Não sabe como foi bom ver seu sorriso em meio a tanto sofrimento, em meio a tanta incerteza. 

Até que chegou o dia D. Um exame de supetão te fez voltar para aquele hospital. 

Não tive a chance de me despedir. De reclamar do café esparramado na mesa, do lanche de presunto e queijo coberto de óleo e tantas outras manias irritantes. Não pude te pedir para irmos a feira, comer a saltenha de carne que era sua preferida, ou ir na praia e torrar naquele mormaço.  

Te ver decair a cada dia foi destruidor. Ainda estou destruída. Queria ter a chance de mudar certas situações, porque você na maioria do tempo estava com a cara fechada, remoendo o passado, os erros daqueles que te feriram… E perdeu a chance de transformar e viver plenamente o tempo que tinha aqui. La dentro do meu coração, eu guardei isso. Essa vontade de ver um dia em que ninguém fosse motivo para você chorar ou perder a linha.  

Esperava que meu coração fosse mais forte para aceitar tudo isto. Aceitar que vou passar os próximos 60 anos da minha vida sem ter a chance de me afogar em suas explicações sobre o Universo, em suas histórias de infância, de micos, de tradições que você teve que viver no Nordeste com um pai que não era de sangue e com uma mãe que mal te dava atenção. Sinto que estou me tornando um alguém desesperado como você. Não sei se é porque não o vejo aqui… O que eu faço? 

Se tivesse perto com certeza diria: “seja feliz.” Porém como posso ser feliz sem aquele alguém que me inspirava e que me inspira a ser diferente? O seu legado não morreu, e muito menos meu amor por você. E te prometo, que darei o meu melhor. Vou vencer… Vou lutar até o fim, e sei que você está na torcida, em algum lugar.