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Viajar

Comportamento

Encontro comigo

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Há uns 8 meses eu já estava planejando viajar e me encontrar. Poupei dinheiro aqui e ali. Deixei de sair e ir beber no meu bar favorito que era ali, na esquina sabe? Com cadeiras coloridas, umas luzinhas de led no balcão e um cheiro muito bom de vinho. Eu simplesmente me sentia viva indo até lá (mesmo que sozinha) e sentar, pegar um copo de vidro e saborear o álcool que que ia me envolvendo e me trazendo a leveza, de finalizar mais um dia de trabalho.

Não havia sensação mais reconfortante do que terminar aquela bebida, e ouvir uma pequena banda tocar músicas que eu jamais teria na minha playlist do Spotify, mas que naquele momento, fazia muito sentido para mim. E então, vinha a exaustão, e eu sabia que a hora de ir para casa e me preparar para o próximo dia de trabalho estava por vir.

Era incrível, destrancar a porta de casa, e tirar as botas, pisar no meu tapete macio, jogar a bolsa no sofá e ligar o chuveiro para tomar um banho bem quente. A água tocando cada parte de mim, os pensamentos vindo à tona, mas quem liga? 

Eram pequenos prazeres da vida, sabe? E agora posso apenas me aventurar. Esse tempo todo me “privei” de gastar e agora basta fazer as malas. Veio um frio na barriga ao pensar nisso, quer dizer, será que eu acharia algum lugar para tomar um banho assim, quentinho? Será que terei um local legal para dormir, e tirar meus sapatos, sentir o mesmo prazer de esticar os dedos e pisar em um tecido macio? Resolvi espantar esses pequenos fantasminhas da mente. Melhor pegar o passaporte, e já sonhar com as boas possibilidades que me esperam quando eu entrar no avião… 

Comportamento

Perspectiva

 

Quem não quer ter uma casa, um cachorro e aquele amorzão para chamar de seu? 

Desde quando eu tinha meus 11 anos, escutava minha família toda perguntar o que eu queria ser quando crescesse, e quando eu ia começar a namorar, desencalhar de vez. Como se com 11 anos minha preocupação fosse essa. Mas eu não me importava tanto. Sabia que eles achavam que devia ter aquela famosa competição para ver quem é o(a) filho(a) mais inteligente, o mais “em forma”, etc.  

Besteira, eu sei. Porém fazer o que? 

A grande perspectiva de vida que eles tinham para mim era de ser uma garotinha que namoraria um rapaz, separaria. Conheceria mais uns 6 e quando estivesse chegando no 7, algo acontecesse dentro de mim que fizesse nascer uma vontade de “juntar os trapos” e casar. Um grande feito. E aí teria 4 filhos, moraria em uma casinha simples e teria que lavar as roupas do meu marido enquanto ele fica no bar bebendo o dia todo. 

Porém, a questão da perspectiva é interessante porque em nenhum momento da minha vida senti que devia viver desta forma. Senti que não merecia isso, dessa maneira. Claro, gostaria de me casar, de ter um lar, mas de forma divertida. O que quero muuuuito é viajar, sabe? 

Ter um relacionamento, mas com dinâmica e flexibilidade. A gente podia casar, e fazer um mochilão. Se perder em uma cidade alemã e tentar aprender italiano para a próxima aventura. Experimentar um Yakissoba da China, e mergulhar nas águas de Fernando de Noronha. 

Há tanto a se fazer, e não quero gastar meu tempo dentro de uma cozinha preparando a jantinha do meu marido. Prefiro fazer uma bagunça com ele, enquanto esperamos o bolo ficar pronto. Jogar farinha e desafiar ele a preparar um suco para acompanhar o nosso quitute. Cadê a criatividade? 

Chega de tantas regras e padrões. Sempre podemos inovar e ser quem somos da maneira que acharmos melhor. E para meus familiares que se contentam com casamentos chochos, não sabem o que perdem. Porque o mundo é nosso, temos que desfrutá-lo. E nada melhor do que descobri-lo com alguém que a gente ama.