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Comportamento

Que bobeira a minha

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Não comigo. Não mesmo. Você acha que não te dei a devida atenção, mas espera, vamos sentar e abrir tudo claramente. Sei que isso é contraditório mas queria tanto te falar que a gente poderia estar mais perto. Sem idealismos e expectativas. As palavras que saltavam da sua boca se encaixavam com as minhas em uma perfeita sintonia. Por mais que tenham sido virtualmente…

Sei que seu avô passou mal, que você estava vindo para cá me ver e sua família precisou de sua ajuda. Sei que naquele domingo de abril, chuvoso e com clima de preguiça, eu acordei disposta a te ver e  você estava entusiasmado a pagar minhas passagens, e almoçar naquele restaurante francês que eu tanto queria conhecer. Não deu certo…

Fora outro domingo que eu me arrumei e viajei por 1 hora e 30 minutos, te falei onde estava. Sabia que você não estava trabalhando ou algo do tipo, mandei mensagem um dia antes, liguei, e nada. E aí quando estou chegando em casa, recebo sua mensagem: “oi, tudo bem? Eu tive que ajudar um amigo no chá bar de um amigo, daqui a pouco estarei livre. Você ainda está por aqui? “. E até eu ler isso, eu já estava em pedaços. Uma pessoa incrível, com independência, doce, e totalmente carismática, jamais entraria na minha vida, e ficaria somente na telinha do meu celular, sem saltar para o mundo real. É, as coisas travaram, e aí depois desse dia entendi o que realmente “era para ser”. Repeti esse famoso clichê até me convencer de que deveria procurar novamente por você.

1 mês e meio depois, você estava com ela, uma loira linda de olhos azuis e sorriso fino. Será que era isso que o destino guardava para você ? E por isso me escondia a 7 chaves? Pode parecer idiota mas eu queria muito que pelo menos pudéssemos nos ver, ser amigos, não deixar aquela conexão morrer. Dificilmente se encontra uma pessoa que fale desde comida até a possível existência de extraterrestres na Lua… Mas que bobeira a minha, você foi mais um, apenas mais um que se foi… 

 

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Encontro comigo

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Há uns 8 meses eu já estava planejando viajar e me encontrar. Poupei dinheiro aqui e ali. Deixei de sair e ir beber no meu bar favorito que era ali, na esquina sabe? Com cadeiras coloridas, umas luzinhas de led no balcão e um cheiro muito bom de vinho. Eu simplesmente me sentia viva indo até lá (mesmo que sozinha) e sentar, pegar um copo de vidro e saborear o álcool que que ia me envolvendo e me trazendo a leveza, de finalizar mais um dia de trabalho.

Não havia sensação mais reconfortante do que terminar aquela bebida, e ouvir uma pequena banda tocar músicas que eu jamais teria na minha playlist do Spotify, mas que naquele momento, fazia muito sentido para mim. E então, vinha a exaustão, e eu sabia que a hora de ir para casa e me preparar para o próximo dia de trabalho estava por vir.

Era incrível, destrancar a porta de casa, e tirar as botas, pisar no meu tapete macio, jogar a bolsa no sofá e ligar o chuveiro para tomar um banho bem quente. A água tocando cada parte de mim, os pensamentos vindo à tona, mas quem liga? 

Eram pequenos prazeres da vida, sabe? E agora posso apenas me aventurar. Esse tempo todo me “privei” de gastar e agora basta fazer as malas. Veio um frio na barriga ao pensar nisso, quer dizer, será que eu acharia algum lugar para tomar um banho assim, quentinho? Será que terei um local legal para dormir, e tirar meus sapatos, sentir o mesmo prazer de esticar os dedos e pisar em um tecido macio? Resolvi espantar esses pequenos fantasminhas da mente. Melhor pegar o passaporte, e já sonhar com as boas possibilidades que me esperam quando eu entrar no avião… 

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Do que você se esconde?

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By: Diana Turola
 
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Uma Dose De Loucura

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Eu costumava me importar bastante com tudo a minha volta. Se alguém dissesse que o céu pode ficar roxo, eu ia até o fim para mostrar para a pessoa que isso não seria tão possível. Sempre dizia o que dava na telha, sempre dizia a verdade, sempre queria fazer os outros enxergarem como eu via, porque achava que o meu jeito de pensar e viver era o certo. Só o meu jeito.

Hoje me deparo com análises. Nem tudo que eu jurava fazer era o correto e os meus objetivos mudaram também. Entendi que todos tem uma perspectiva, uma dose de loucura, uma frustração e uma história. Não me perco mais, não tento mudar mais as pessoas. Elas mudam se querem. E quando querem, não há nada que impeça. Já convivi com amigos despachados, resolvidos, e cheios de energia e que agora estão sem rumo, sem saber para onde ir, ou o que seguir. Perderam o amor pela vida, perderam a fé, a vontade de viver. Por que?

Tiveram uma escolha, e preferiram o caminho de mudar a si mesmos. Infelizmente não foi da maneira correta. Mas, consegue entender onde quero chegar? Até que ponto vale a pena se importar com os outros? Eles se importam com a gente? Querem nosso bem?

Eu duvido muito. Bondade, e coração puro é bem difícil de achar nessa trilha de destinos. Por isso que não dou mais bola, não corro mais atrás, não me arrisco tanto por alguém que sempre vai continuar batendo pé e discutindo. Brigar para que? Tem necessidade? Não. Supor, achar, suspeitar, investigar? Para quê? Reclamar, estrebuchar, gritar, ajuda em algo? Mandar para “aquele lugar”, bloquear, empurrar, resolve o problema?

O controle está aqui em cima, na mente. O sentimento às vezes quer falar mais alto, mas a gente sai ganhando mais quando se equilibra e olha para frente, do que dar tanto valor à todos os problemas, mimimis, e fofocas. Foco! Porque nosso amor verdadeiro, nosso melhor amigo, nosso inimigo, somos nós mesmos.

 

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Impressão

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Confesso que muitas vezes tive a impressão de que estava vivendo e não vivendo ao mesmo tempo. Será que era besteira? Sempre tive tudo que precisei e em momento algum passei necessidade. Digo necessidade em todos  os sentidos, sabe? 

Meus pais sempre estiveram comigo, meus poucos amigos sempre me colocando para cima e ouvindo minhas maluquices, AH e não posso esquecer da minha saúde ( o máximo que pego é gripe.). Não tive a chance de viajar para outros países, ou  ficar um dia sem me preocupar com aquela conta para pagar, ou então ir em um restaurante e comer tudo que desse na telha. Porém, sempre mantive meus princípios e agradeci a Deus por ter o que preciso para viver, crescer…

Agora quero entender de onde vem esse vazio, essa insatisfação com a vida em si. Como se tudo que estivesse ao redor fosse uma mera ilusão e eu me sinto bem fútil. Já pensou na grandeza deste Universo? Já pensou o quão pequeno somos? O quão diminutos?  

Quando paramos para ver nossa posição diante da vida, diante desta imensidão de planetas, estrelas, tempo, vemos que nossa vida não tem tanto sentido, e que nos preocupamos com tanta asneira à toa. Reclamamos disso e daquilo mas para. Chega, isso tudo é de mentira. Andamos com tapa olhos sem querer ver o que temos na nossa frente, sem olhar o céu, sem olhar essa mágica. Essa beleza universal de permitir a vida. A nossa vida. Quero viver todo dia de forma digna. E sim, vou me deitar para apreciar os pontinhos brilhantes do céu escuro, vou respirar fundo a brisa gelada que passa suavemente no meu rosto, vou deixar os raios de sol me abraçar nos dias de verão e vou me permitir ser parte da natureza.