Comportamento

Vulnerabilidade de que tanto se foge

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Coração frio. Meu coração é frio. Não naquele sentido maluco e psicopata, mas pela forma que eu recebo as coisas. Em um ano eu consigo fazer vários “amigos”, mas não estou acostumada a receber carinho, ou algo que seja relacionado a amor, entende?

Com certeza você já passou por isso. Abriu uma parte do que sentia, quis fazer surpresas, dar um abraço, ir visitar este alguém no hospital quando teve algum problema (seja uma pequena gripe ou uma cirurgia), mandar uma mensagem totalmente positiva de manhã, e de certa forma se dedicou aos detalhes, aos gostos desta pessoa. E então, quando você dá um “stop” na sua vida e para, percebe que as coisas não são tão simples quanto parecem ser. 

Isso é um pouco decepcionante. A gente cria uma ilusão de que somos seres totalmente sociais e satisfeitos com o nosso dia a dia, com as nossas tarefas e com as nossas relações. Aceitamos sermos ignorados e fingir que está tudo bem, aceitamos mudar nosso modo de viver para ter aceitação em um grupo, aceitamos sermos manipulados, aceitamos os julgamentos e nos olhamos de forma crítica dando razão aos outros, aceitamos, aceitamos, aceitamos, aceitamos e onde isso nos levou? 

Quem realmente se doou por inteiro? Quem realmente quer estar com você,  e deseja o seu bem? Quem realmente tem uma amizade que dure uma vida toda? Ou um amor que seja eterno? Quem realmente é íntegro, real, e não uma imagem do que a sociedade diz que tem que ser? Quem realmente põe a mão no fogo por alguma pessoa? Quem realmente diz o que sente, e sente o que diz? Quem realmente se importa com seu bem estar econômico, físico, emocional e espiritual? Quem realmente enxerga o outro, e não somente o seu umbigo? Quem realmente não tem um “coração frio”? 

Apesar disto  tudo, o mundo precisa desta vulnerabilidade de que tanto se foge. É justamente aí que as relações e sentimentos se tornam mais valiosos. Sem mentiras, sem desculpas, sem joguinhos, sem medo, sem “diz que me diz”, sem frieza. Apenas aquela relação de doar e receber, de ser, de viver, de amadurecer, de assumir, de sorrir e respirar, aproveitar, porque por mais que seja “complicado”, sentir e demonstrar  não é pecado nenhum. 

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